Cólica menstrual muito forte?

Segundo o ginecologista especialista em endometriose e dor pélvica Dr. Fernando Guastella, a cólica menstrual muito forte na maior parte das vezes possui um motivo e, portanto, é fundamental uma investigação minuciosa, para a determinação da sua origem.

A melhor maneira de investigar a cólica menstrual muito forte é com o ultrassom transvaginal com preparo intestinal, pois o exame detecta as principais causas anatômicas que causam as cólicas.

A Humanize Diagnósticos é um laboratório especializado no

ultrassom transvaginal com preparo intestinal.

Principais causas de cólica muito forte:

Endometriose

A endometriose representa a causa mais comum para cólicas menstruais muito fortes. Os sintomas da endometriose incluem a mulher que nunca apresentou cólica e em algum momento da vida passou a sentir dor, ou a mulher que sempre sentiu cólicas, mas em algum momento a cólica menstrual aumentou em intensidade. O tratamento da endometriose inclui a utilização de hormônio e em alguns casos a realização de uma cirurgia para endometriose.

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Imagem de ultrassom mostrando uma endometriose intestinal, assinalado na seta azul.

Adenomiose

Representa uma causa muito comum de cólica, especialmente nas mulheres com mais de 35 anos. A adenomiose acontece quando o tecido endometrial invade o miométrio.  Os sintomas incluem a cólica endometrial, sangramento menstrual aumentado, infertilidade, inchaço abdominal, sensação de peso e útero de volume aumentado. O tratamento inclui hormônios e eventualmente uma abordagem cirúrgica, sendo a cirurgia mais realizada a histerectomia.

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Imagem de ultrassom mostrando um útero com adenomiose. É possível perceber a vascularização interna neste nódulo, chamado adenomioma, um tipo específico de adenomiose focal.

Mioma submucoso

É definido quando um nódulo de mioma entra completamente ou parcialmente dentro do endométrio. Nestas situações a mulher apresenta sangramento menstrual aumentado e cólica menstrual muito forte.

Outra situação é o mioma parido, definido quando um nódulo de mioma, localizado dentro do endométrio (mioma completamente submucoso) está sendo eliminado do útero através do colo uterino, semelhante ao nascimento de um bebê, daí o seu nome “mioma parido”. É um diagnóstico pouco frequente, mas que determina cólica muito forte e aumento do sangramento. O tratamento dos miomas submucosos ou do mioma parido é a retirada cirúrgica do mioma, feita habitualmente por histeroscopia.

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Imagem de ultrassom mostrando um mioma submucoso. Observa-se nódulo escuro (hipoecoico) dentro do endométrio que é branco (hiperecoico), assinado na seta azul.

Abortamento

O abortamento espontâneo é uma situação infelizmente muito comum. A chance de um abortamento espontâneo em uma gestação inicial é estimada em cerca de 30%. Nem sempre a mulher sabe que está grávida de uma gestação inicial. Uma história clínica frequente é o atraso menstrual de alguns dias e depois uma “menstruação” com sangramento aumentado e cólica menstrual muito forte. Nesta situação o abortamento completo é um diagnóstico que deve ser lembrado e o exame de gravidez (beta-hCG) se positivo, confirmará que a mulher está grávida. Consulte o ginecologista para avaliação da viabilidade desta gravidez e para a investigação de outros diagnósticos, como uma gestação ectópica.

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Imagem de ultrassom mostrando um abortamento incompleto. Destaca-se o tecido não vascularizado (branco), localizado no colo uterino e assinalado na seta azul.

Idiopática

Existem diversas causas para cólica menstrual e dor pélvica, incluindo etiologias ginecológicas, urológicas, gastrointestinais, musculares, vasculares e ortopédicas. Quando se investiga todas as possíveis causas para a dor e não se identifica nenhuma etiologia, a cólica menstrual é chamada de idiopática, ou seja, que não tem causa aparente.

A cólica menstrual que acontece desde a primeira menstruação (menarca), também é chamada de primária e muitas vezes não se identifica o motivo para a dor. Quando a mulher que nunca sentiu cólica começa a apresentar dor, chamamos a cólica menstrual de secundária e nesta situação é mais comum encontrar alguma causa anatômica para as cólicas.

 

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Referências bibliográficas

Diagnóstico por ultrassom de endometriose e adenomiose: estado da arte. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29506961/

Termos, definições e medidas para descrever as características ultrassonográficas do miométrio e das massas uterinas: uma opinião de consenso do grupo de avaliação ultrassonográfica morfológica do útero (MUSA). https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25652685/

Acurácia da ultrassonografia transvaginal versus ressonância magnética no diagnóstico da endometriose retossigmóide: revisão sistemática e metanálise. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30964888

Acurácia do Ultrassom Transvaginal para Diagnóstico de Endometriose Profunda no Retossigmoide: Revisão Sistemática e Meta-Análise. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26213903/

Abordagem sistemática da avaliação ultrassonográfica da pelve em mulheres com suspeita de endometriose, incluindo termos, definições e medidas: uma opinião de consenso do grupo International de Analise da Endometriose Profunda (IDEA). https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27349699/

Ultrassonografia para Endometriose Profunda Infiltrativa e Ovariana. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28076877/

Sites com informações importantes e confiáveis em ginecologia e obstetrícia.

https://www.sogesp.com.br/

https://aagl.org

Saiba mais sobre:

O que é endometriose?

O que causa a endometriose?

Diagnostico da endometriose