Endometriose x Mioma

A endometriose é caracterizada pelo crescimento do endométrio, mucosa que recobre a parte interna do útero, em outras regiões do organismo feminino, como ovários, trompas e peritônio. Geralmente ocorre porque parte do endométrio expelido durante a menstruação pode se implantar em outras regiões do abdome.

Em um processo normal do organismo, o sistema imunológico combate essa formação para que o endométrio se mantenha apenas dentro do útero.

A endometriose ocorre quando essa barreira defensiva falha e a película consegue se fixar fora do útero.

Dessa forma, há risco de endometriose para mulheres de qualquer idade na fase reprodutiva, a partir do primeiro ciclo menstrual.

É muito importante diagnosticar e tratar a doença porque, além do desconforto das dores, ela pode levar à infertilidade e, ainda, constitui fator de risco para o desenvolvimento de câncer de ovário.

Diagnóstico do mioma

Mioma é uma doença benigna que acomete o útero. É um tumor que não se transforma em câncer, mas é preciso realizar corretamente o diagnóstico por meio de exames de imagem e ressonância magnética. “Há casos em que um tipo de câncer, o sarcoma, pode ser confundido com mioma“.

No entanto, a incidência de mioma é muito comum nas mulheres, enquanto o sarcoma é uma doença rara. Além disso, diferentemente do mioma, que tem crescimento lento, o sarcoma pode dobrar de tamanho no curto período de três meses.

Em caso de suspeita da doença

A única forma de confirmação é por meio da ressonância magnética ou cirurgia do tumor para excluir o diagnóstico de câncer.

Em grande parte dos casos confirmados de mioma, o médico realiza acompanhamento e a intervenção cirúrgica acontece apenas se a paciente apresenta sintomas que causam grande desconforto, como dor e sangramentos.

Em mulheres grávidas, dependendo da localização, o mioma pode aumentar o risco de aborto.

Na maioria dos casos

A paciente convive com a doença que desaparece quando muito pequena no período da menopausa por conta da queda na produção de hormônios.

No entanto o acompanhamento periódico com o ginecologista é fundamental.

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Ressonância magnética 

Artigo publicado por Dra. Aline Mormilo Borges CRM 120.044